Além das experiências turísticas e espirituais mais conhecidas, a viagem a Machu Picchu, no Peru, reserva cenários e possibilidades ainda pouco explorados por boa parte dos turistas.

São trilhas com paisagens deslumbrantes, desafios que se transformam em vitórias pessoais — tudo alinhado ao bem-estar proporcionado pela prática de atividade física ao ar livre e com rotas que proporcionam maneiras alternativas de chegar até a cidade perdida dos incas.

Com o objetivo de introduzir você nesse universo, selecionamos neste post 7 dicas imperdíveis que possibilitam experiências incríveis e que vão marcar pra sempre a viagem e sua vida, além de duas dicas sobre cuidados a se tomar na altitude dessa região peruana. Interessado? Então embarque nessa!

Dicas de viagem a Machu Picchumachu-picchu-jota-marincek-19

 

1. Trilha Salkantay

Para os apaixonados por trekking, não existe rota mais favorável do que a trilha de Salkantay, situada a 6.271 metros do nível do mar. A travessia tem trechos de esforços intermediários a fortes.

E são necessários cinco dias e quatro noites para completar o percurso, considerado pela revista National Geographic Adventure Travel como uma das 25 melhores trilhas do mundo. Ou seja, trata-se de uma experiência inesquecível, com cenários que compensam o esforço.

Prepare-se e leve também roupas adequadas, já que a temperatura varia de -5Cº a 26Cº. Andando distâncias de 15km a 25km salkantay-lodges-5por dia, a rota conta com caminhos recheados da riqueza das montanhas, com toda a diversidade da flora e fauna da região — sem falar na simpatia e riqueza cultural dos povoados ao longo do percurso.

Existem duas maneiras de se fazer esta trilha. Acampando com todo o apoio logístico de equipamentos para tal, carregadores, guia e afins e a outra é usufruindo do conforto da estrutura e degustando da gastronomia refinada do Mountains Lodges Peru.

 

2. Lares – Vale Sagrado dos Incas

Lares MLPCriado pela Mountain Lodges of Peru (MPL), o roteiro exige uma aclimatação com a altitude de pelo menos um dia em Cusco.

Depois, é cair de vez na estrada em uma caminhada que reservará momentos de volta ao passado nas visitas aos sítios arqueológicos, como de Ollantaytambo, Písac e Machu Picchu.

Mas a maior expectativa é quanto a chegada em Lares, com uma paisagem andina marcante e ainda pouco explorada pelos viajantes de plantão.

A sensação é de chegar a um destino que se manteve intacto ao longo dos séculos, com uma serenidade percebida tanto nos moradores locais quanto nos cenários que se apresentam.

Observar o tear nas hábeis mãos das mulheres ou a lida com a agricultura de subsistência, assim como o trato com os gados, lhamas e alpacas remete a um mundo mais humano e totalmente integrado à natureza.

Há níveis diferentes de trilhas e você poderá escolher a que mais te atrai, podendo caminhar de 2 horas a 7 horas por dia, de acordo com seu condicionamento físico. 

E o melhor, há confortáveis acomodações ao longo do percurso, com experiências incríveis para sua viagem, como banheiras de hidromassagem a céu aberto. Confira o pacote Lares e se puder ir nos próximos meses, opte pelas saídas promocionais.

3. Trila Inca Clássica

O “Camino Inca” é o roteiro clássico para quem deseja chegar a Machu Picchu caminhando. Por isso, é também o mais concorrido. É aconselhável fazer a reserva para essa trilha com pelo menos 6 meses de antecedência.

Nesse roteiro, os caminhantes chegam a Machu Picchu pela Porta do Sol — ou Inti Punku, na língua quéchua. Chegar à Porta do Sol bem cedo e aguardar a alvorada é presenciar um espetáculo. Os primeiros raios de luz entram pelo portal, para encher de cor a cidade sagrada.

Partindo de Cusco de ônibus, os caminhantes são levados até o quilômetro 82, onde começa o trajeto a pé. Os pernoites são feitos em acampamentos bem estruturados, montados por guias que se adiantam na caminhada para armar as barracas e preparar as refeições.

Nesse percurso, estão previstas entre 6 e 8 horas de caminhada por dia entre paisagens de selva e de altitude.

A Trilha Inca Clássica é percurso mais conhecido e procurado pelos turistas, tem cerca de 43km de extensão percorridos em 4 dias e 3 noites. Se você ficou sem fôlego só de ler, fique ligado na próxima dica de viagem, que traz uma opção mais curta de trajeto.

4. Trilha Inca Curta

Para quem não dispõe de muito tempo, ou quer uma caminha um pouco mais leve, a melhor pedida é a Trilha Inca Curta, que pode ser feita em um só dia até Machu Picchu, mas recomenda – se um pernoite em Águas Calientes para poder visitar a cidadela de Machu Picchu com mais calma no dia seguinte.

A primeira parte do percurso é feita de trem, partindo da estação de Ollantaytambo até o quilômetro 104. De lá, são cerca de 16km até Machu Picchu, passando por Wiñayhuayna e Inti Punku.

Após o pernoite em Aguas Calientes, o segundo dia é dedicado à visita guiada a Machu Picchu.

5. Águas Calientes

Cidade base para quem quer conhecer Machu Picchu, Águas Calientes merece uma pernoite. Sabe por qual motivo? É o que vamos explicar agora!

A estadia vai te assegurar mais tranquilidade no passeio, dando a oportunidade para curtir um pôr do sol nas ruínas dos incas, um dos momentos mais esperados pelos viajantes e dispensará a necessidade de toda a correria e preocupação para pegar logo o trem de retorno a Cusco. 

Além disso, no dia seguinte, por estar pernoitando ali bem perto do sítio arqueológico, você chegará na cidadela de Machu Picchu antes dos turistas que vem de Cusco ou mesmo do Vale Sagrado e poderá desfrutar do local com menos gente a sua volta. Quando retornar a Cusco no fim deste dia, seu corpo estará mais descansado.

6. Sol y Luna

No Vale Sagrado, uma hospedagem ou até uma visita no hotel Sol y Luna, no distrito de Urubamba, vale por um motivo muito especial: o trabalho social realizado na comunidade, através da Associação Sol y Luna.

O casal de proprietários criou uma associação, em 1996, com o objetivo de valorizar a história, cultura e meio ambiente, dando oportunidades aos moradores locais.

Sol Y LunaDessa maneira, hoje conta com mais de 100 funcionários que auxiliam nos trabalhos de atendimento, oferecendo uma vida digna aos associados, com aulas que abrangem arte, educação e cultura. Trata-se de uma boa dica para sua viagem!

7. A “Jovem Montanha” e a “Velha Montanha”

A cidade sagrada de Machu Picchu está aos pés de duas montanhas: a Huayna Picchu, “Jovem Montanha”, e a Machu Picchu, “Velha Montanha” ou simplesmente Montanha. Quer experimentar ainda mais emoção na sua viagem a Machu Picchu? Suba uma das duas!

Para percorrer as antigas trilhas incas em direção ao topo dessas montanhas, é necessário comprar os tíquetes com antecedência, principalmente para a Huayna Picchu, que tem dois turnos diários de visita com o máximo de 200 pessoas para cada um.

Essas trilhas são de dificuldade moderada. É necessário um bom preparo físico para concluí-las. Em alguns momentos, os caminhos estreitos de degraus esculpidos na pedra tornam a subida mais lenta. A vista durante todo o trajeto e a partir dos cumes é deslumbrante e recompensadora em ambos os casos.

Cuidados importantes para sua viagem a Machu Picchu

Contrate um guia

A presença de um guia não é obrigatória nas visitas a Machu Picchu, mas é essencial se você almeja conhecer as histórias sobre a construção e o funcionamento da cidadela. O guia vai te ajudar a explorar cada cantinho, te contando as possíveis funções de cada espaço, lugares de devoção e cerimônias.

Por outro lado, assim como um bom guia salva uma viagem, um guia “mala” pode estragar a sua! O ideal é contratar um pacote com guia incluso, pois as empresas especializadas sabem quem devem contratar, mas se você não contratou um pacote de viagem, vai encontrar guias licenciados pelo Ministério da Cultura na entrada de Machu Picchu. Poderá contratá-los lá mesmo. É comum que o pagamento seja feito antes de iniciar a visita guiada, que dura, em média, duas horas e meia. O preço vai variar de acordo com o número de pessoas no grupo.

Evite os efeitos da altitude

O “soroche”, ou mal da altitude, é uma dificuldade comum quando se viaja para lugares muito acima do nível do mar. O ideal é tentar chegar a Cusco antes da data marcada para ir a Machu Picchu. Assim, você dá ao seu corpo um tempinho para se adaptar.

O cansaço e o enjoo podem ser evitados tomando bastante “mate coca”, o chá de coca oferecido em quase todo lugar nessa região. Você também pode mastigar folhas de coca para driblar o mal-estar.

Pacotes de viagem para Machu Picchu

E então, acha que essas dicas e orientações vão ajudar você na viagem a Machu Picchu? Elas também podem ser úteis para outras pessoas! Compartilhe-as agora nas redes sociais!