Quem pratica o trekking sabe que planejar a aventura com cuidado é fundamental. Escolher um calçado confortável e resistente, roupas adequadas ao clima e antecipar as dificuldades da trilha são procedimentos indispensáveis ao sucesso da expedição. A mesma preocupação deve-se ter com a comida para trekking.

Além de um bom suprimento de água, saber o que levar na mochila para se alimentar antes, durante e depois da atividade, levando em conta o tempo e a intensidade da caminhada, é uma garantia de que o aventureiro concluirá o desafio em boas condições.

Não se trata, portanto, de atulhar a mochila de comida — lembre-se de que o peso extra é um inimigo de quem precisa andar muito. Ao contrário, a alimentação deve ser leve, mas rica em nutrientes, uma vez que é necessário compensar o desgaste que o corpo sofrerá no decorrer da atividade.

Pensando nisso, no post de hoje vamos falar um pouco mais sobre esse tipo de expedição, bem como quais os principais cuidados a serem considerados em relação à comida para trekking. Acompanhe!

Quem pode praticar o trekking?

Trekking é o nome que se dá à caminhada em trilhas em meio à natureza e que envolve pernoite. Em sua definição da atividade, o Ministério do Turismo não estabelece critério de hospedagem: o pernoite pode ser realizado em acampamento, pousada, fazenda etc. Portanto, não é necessário passar a noite ao relento para se considerar um “trekker”.

Sendo assim, é uma prática indicada para pessoas de qualquer idade. No entanto, naturalmente, quem está começando e não tem uma rotina muito ativa deve ir com calma. O ideal é aumentar a intensidade aos poucos, sem exageros.

A partir daí, o trekking pode ser tão radical quanto o preparo e o espírito de aventura do praticante. Caminhadas de vários dias por trilhas montanhosas ou em grandes altitudes entram nessa categoria. Que tal, por exemplo, uma expedição ao Kilimanjaro ou ao Monte Roraima?

Novamente, a complexidade do desafio pede um planejamento mais minucioso. E isso inclui um cuidado extra com a alimentação e a hidratação do corpo.

Como deve ser a comida para trekking?

Não importa se você pretende fazer seu exercício por um caminho relativamente tranquilo e plano ou desafiar uma trilha penosa nas montanhas — o truque é sempre se alimentar de acordo.

A comida para trekking tem o objetivo de garantir que seu corpo tenha a reserva de energia adequada ao nível de exigência da atividade. Sendo assim, deve ser equilibrada.

Do contrário, você pode se desgastar demais ou ter alguma reação adversa, como uma hipoglicemia (diminuição do açúcar no sangue) ou hipotermia (queda brusca da temperatura corporal).

Claro que, se o plano é caminhar durante uma hora, e depois descansar, fica mais fácil preparar o menu. Basta comer algo leve antes, levar uma garrafa de água, alguma coisa para mastigar no caminho e se alimentar bem depois, certo? Quase isso.

O melhor é irmos por partes:

Caminhadas de curta duração

Para uma caminhada curta, de até uma hora, um lanche simples realmente é suficiente. Uma barra de cereal e uma fruta devem dar conta do recado. A ideia é ficar saciado sem sentir um peso no estômago.

Se a atividade for um pouco mais longa, a necessidade energética aumenta.

Para uma caminhada de um dia (que os praticantes chamam de hiking), vale a pena preparar alguns sanduíches de salame, queijo ou peito de peru, levar umas barras de cereais, frutas, castanhas e biscoitos integrais. Outra boa pedida é o gel de carboidrato que os praticantes de trail (corrida de aventura) costumam consumir.

Caminhadas de dois dias ou mais

Por outro lado, se a sua expedição ou trekking envolver mais de um dia de caminhada, além dos alimentos indicados acima, é necessário ter uma alimentação um pouco mais elaborada antes de iniciar a atividade e também ao final do dia.

Considerando que não é interessante levar peso demais na mochila, uma boa solução são os alimentos liofilizados ou desidratados que as lojas de camping e montanhismo costumam vender. Desse modo, você pode preparar uma alimentação mais completa — ainda que leve — para começar bem o dia. Um macarrão com carne ou um risoto de frango, acompanhados de uma fruta, são boas pedidas.

Ao final do dia, é fundamental caprichar no jantar. O objetivo é recuperar o corpo, mantê-lo aquecido durante a noite e garantir uma reserva de energia para começar bem a próxima etapa. Além disso, uma alimentação bem quentinha, saborosa e rica em carboidratos é importante para manter o moral lá em cima e a máquina a todo vapor.

Aqui, algumas boas sugestões são: macarrão, arroz, carne, feijão, sopas, frutas secas, cereais e nozes.

Quais comidas eu não devo levar?

Como você pode perceber, o papel da comida para trekking é proporcionar a medida energética que o corpo necessita para funcionar bem durante a atividade física — não se tratando apenas de manter a barriga cheia.

Sendo assim, é recomendável evitar comidas gordurosas ou ricas em açúcar, já que essas dificultam a digestão e podem causar algum transtorno estomacal. Portanto, nada de bolos ou doces. 

O inverso também é verdadeiro: tome cuidado com lanches carregados de sódio e que podem levar a um quadro de desidratação.

Além disso, procure não levar alimentos perecíveis quando for realizar jornadas mais longas, uma vez que, quando acomodados dentro da mochila, correm grande risco de estragar.

Por fim, evite também as comidas ricas em fibras antes e durante a caminhada, a fim de prevenir alguma reação gástrica indesejada.

E o que devo beber?

Em qualquer atividade física, a hidratação é fundamental. Em um trekking é ainda mais, pois provavelmente você estará em áreas mais remotas.

A água ajuda a repor os sais minerais perdidos e a manter a temperatura do corpo estável, por meio da transpiração. Mas não espere a garganta secar para abrir a garrafa e dar o primeiro gole: o correto é beber pequenas porções ao decorrer da atividade. A quantidade recomendada pode variar de acordo com o clima e exigência física. Para quem caminha em alta montanha, o recomendado está entre 2 e 4 litros dependendo do esforço envolvido.

Sendo assim, mantenha uma garrafa de água sempre à mão. Você pode optar também por uma mochila de hidratação (daquelas que os ciclistas usam, também chamada camelback) para ter uma reserva durante caminhadas mais longas. Caso seja possível reabastecer na trilha, uns dois litros são uma medida confortável para carregar.

Não esqueça, porém, de levar Clorin ou Hidrosteril para purificar a água que irá coletar. Mesmo assim, prefira fontes de água corrente. 

Vale, ainda, levar alguma bebida isotônica do tipo Gatorade para complementar a sua hidratação.

Ah! Não deixe lixo nas trilhas. Tudo o que for, deve voltar com você.

E aí, curtiu este post sobre comida para trekking? Já sabe como preparar o menu da próxima aventura ou tem alguma dica extra de hidratação e alimentação para oferecer? Compartilhe a sua sugestão conosco nos comentários e nos ajude a deixar este artigo ainda mais “nutritivo”!

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