Lençóis é a principal cidade da região da Chapada Diamantina. Aqui começou nossa viagem pela Chapada Diamantina em sete dias. Com seu charme colonial é um pequeno paraíso no meio das trilhas, grutas, cachoeiras, rios, riachos, belezas naturais e culturais, e claro, um povo acolhedor, cheio de orgulho da sua terra e, talvez por isso, feliz.

Há aproximadamente 400 km de Salvador, é possível chegar a Lençóis através de carro particular, ônibus ou avião. É importante lembrar que para a opção avião é necessário verificar os dias de saída e chegada, pois não há voos diariamente.

Há quem pense que não é possível ou que não consegue fazer os passeios da Chapada, mas isso não é verdade. Existe atrativo para todos os gostos e para todas as pessoas, basta escolher direitinho o pacote de viagens certo e terá os melhores passeios deste lugar. Para isso é importante estar com profissionais qualificados. Sem dúvida não irá se arrepender, procure por uma boa equipe de guias que seja extremamente atenciosa e cuidadosa com tudo. Nós quando viajamos queremos ter tranquilidade, sossego, alegria e comodidade. Itens que encontramos com a equipe Venturas, e que especificamente nesse passeio tivemos o prazer de ter a companhia agradável do Jota Marincek e dos guias Van, Ítalo, Itamar, Tatau, Cezar, Tiago (rasta) e Maurício.

Chegamos no sábado e a programação já contava com o passeio para conhecer o Parque Municipal Serrano que conta com suas principais atrações sendo o Salão de Areias Coloridas e a Cachoeirinha, na própria Lençóis, tudo muito pertinho. Porém como nos atrasamos na chegada ficou para o último dia, antes do nosso embarque de retorno.

O dia estava acabando e era hora de aproveitar a noite com um delicioso jantar na praça. Isso mesmo, o Restaurante Bar do Barbosa preparou tudo para que degustássemos ao ar livre. Não precisamos nem falar com foi maravilhoso comer o espetinho de churrasco com feijão tropeiro, farofinha e salada vinagrete!

Não podíamos esconder nossa ansiedade para conhecer os lugares. O momento do jantar foi o início das nossas conversas e troca de experiências com o grupo ao qual estávamos juntos.

Então vamos lá, é hora de começar a vivenciar as experiências a qual estávamos esperando ter na Chapada Diamantina. 

Chapada Diamantina em Sete Dias – Primeiro dia

Cachoeira do Mosquito

Cachoeira do Mosquito - Chapada Diamantina
Cachoeira do Mosquito – Chapada Diamantina

Com bastante protetor solar, calçados confortáveis, água e bastante disposição seguimos para a Fazenda do Mosquito, com deslocamento de 40 km a partir de Lençóis, sendo 20 km de estrada de asfalto e 20 km de estrada de terra e mais uma trilha de 3 km caminhada (ida e volta).

A cachoeira tem esse nome não por que existem muitos mosquitos lá, mas sim porque há muitos anos atrás eram encontradas pequeninas pedras preciosas, diamantes, as quais os garimpeiros chamavam de “mosquitinhos” e daí surgiu o nome da cachoeira. Logo no início da trilha é possível avistar a cachoeira pela parte de cima. Com essa visão espetacular, as imagens nos motivaram ainda mais a chegar pertinho dela e aproveitar o banho em suas águas.

Achamos a trilha tranquila de ser realizada e logo que chegamos nos rendemos a ela, pois refrescar-se na cachoeira é pedida certa para amenizar o calor. Com suas águas transparentes, é revigorante banhar-se na cachoeira que tem aproximadamente 60 metros de queda d’água suportavelmente gelada. Na Cachoeira do Mosquito o visitante pode aproveitar bastante, e para aqueles que não tem tanta habilidade na natação, lá você poderá desfrutar de um agradabilíssimo banho, podendo também mergulhar nas suas pequenas piscinas.

Para fazer esse dia de passeio é legal providenciar um lanche de trilha para que se possa aproveitar tranquilamente as maravilhas naturais da Chapada. Aqui vale lembrar que ao comer seu lanche é importante que o visitante leve de volta seu lixo, seja ele orgânico ou não, pois esse é o mínimo cuidado que nos cabe ao meio ambiente. Ao retornar da cachoeira fizemos o lanche que  por sinal estava delicioso, bem reforçado e seguimos a caminho do Poço do Diabo. Ver vídeo deste passeio.

Poço do Diabo

Poço do Diabo - Chapada Diamantina
Poço do Diabo – Chapada Diamantina

Para apreciar o Poço do Diabo é necessário uma caminhada de não mais que 15 minutos. No início o visitante encontrará uma descida íngrime, mas o acesso é muito tranquilo. A cada passo a vegetação, o clima e a fauna vão se apresentando de maneira sutil. Tão rápida é a caminhada que logo estamos nele, no Poço do Diabo. Formado pelo Rio Mucugezinho, o poço possui 6 metros de profundidade com águas de cor avermelhada e temperatura fria. O local também é bastante conhecido pelos praticantes de rapel e tirolesa, o que torna o passeio ainda mais cheio de aventura e emoção. Para os que preferem tranquilidade a dica é o banho e a contemplação do lugar.

Lá ficamos tempo suficiente para ver o quão belo é o Poço do Diabo, onde pudemos fazer várias imagens e aproveitamos para curtir ainda mais tudo o que o lugar nos oferece. Ver vídeo deste passeio.

Morro do Pai Inácio 

Fim de tarde no Morro do Pai Inácio
A vista do Morro do Pai Inácio é um dos melhores lugares para se acompanhar um pôr do sol.

O fim do dia estava se aproximando e o lugar ideal para um belo pôr-do-sol fica a mais ou menos 30 minutos de carro. Então por volta das 16 horas nos direcionamos a caminho do Morro do Pai Inácio.

Considerado um dos lugares mais visitados da Chapada Diamantina, o Morro do Pai Inácio é de fácil acesso aos visitantes. Pertencente ao município de Palmeiras, o morro tem 1.120 metros de altitude onde é possível avistar lá de cima o Vale do Capão, o Morro do Camelo, e claro, um dos mais belos pores do sol que já tivemos a oportunidade de ver.

Como alguns lugares estão cercados de contos e lendas, no dia que visitamos o morro do Pai Inácio tivemos o prazer de conhecer o Joás Brandão, que de forma descontraída apresentou a lenda que supostamente deu nome ao lugar, e de forma bastante lúdica nos encantou com sua representação da estória.

Contou Joás que a muitos e muitos anos atrás um jovem escravo se apaixonou pela filha de um importante coronel e o namoro resultou numa gravidez. O escravo, acuado pela intolerância da época e pela fúria do pai da jovem e dos capangas que estavam a sua procura, resolveu fugir para o morro e do alto pulou com o guarda chuva que ganhara de sua amada, desaparecendo assim, para sempre.

Nos divertimos com a encenação do conto, que nos encantou pela sua simplicidade, bem como com a natureza se exibindo e fazendo-nos pensar o quanto é prazeroso viver. Lá em cima do morro foi impossível não refletir sobre nossas vidas e do quanto temos a agradecer por ter a oportunidade de viver tudo isso. Ver vídeo deste passeio.

Foi com esse conto e a luz do sol se pondo que terminamos nosso primeiro dia de passeios na tão famosa e bela Chapada Diamantina.

 Estar na Chapada é sentir a natureza na sua completude!

Fica a dica:

Aqui vale uma observação em relação ao acesso aos locais visitados. Eles possuem uma taxa de manutenção que deve ser verificada no planejamento da sua viagem. Essas taxas ajudam a cuidar e a continuar oferecendo o melhor atendimento aos visitantes.

Se gosta de natureza programe uma viagem à Chapada Diamantina se informando bem antes de se atirar ou buscando ajuda de uma empresa especializada. Certamente você não vai se arrepender, pois o que podemos afirmar é que nós somos apaixonados por ela.

Este foi só o primeiro dia, acompanhe as próximas publicações para saber mais sobre a Chapada Diamantina!

Texto: Camila Jasper   Fotos: Lucas Jasper.

Camila & Lucas Jasper, exploram lugares pelo mundo, conhecendo culturas e pessoas, compartilhando experiências vividas e reflexões. Eles vivem o sonho de experimentar o máximo de cada momento compartilhando a experiência no We Upp, através de vídeos, fotos e textos. www.weupp.com e  www.facebook.com/weuppworld
Veja abaixo os relatos dos demais dias e se tiver interesse em fazer uma viagem similar, clique para ver opções de pacotes de viagem para a Chapada Diamantina.