Via de regra, quando pensamos em turismo no Brasil, a primeira imagem que vem à cabeça diz respeito a praias. No entanto, nosso país não é feito apenas por mar. Temos, por exemplo, o maior rio do mundo, o que torna os cruzeiros fluviais opções incríveis de lazer e divertimento.

O Rio Amazonas guarda muitos segredos em seu leito, além de várias peculiaridades esperando para serem desvendadas por quem se aventura em navegar pelas suas águas.

Descubra todos os encantos dos cruzeiros fluviais pela Amazônia, nesse post especial que preparamos para você.

Rio Amazonas de ponta a ponta

O Rio Amazonas possui mais de 6 mil quilômetros de extensão, cortando alguns países vizinhos ao Brasil, como Peru e Colômbia.

O Amazonas é tão colossal que um de seus prolongamentos, o rio Urubamba, pode ser acompanhado por quem faz o passeio de trem de Cusco até Machu Picchu. Incrível, não é mesmo?

Aqui no Brasil, o rio passa por diversas cidades, que fazem uso do curso d’água para se manter, seja por subsistência ou mesmo através do comércio.

O rio é dividido em duas grande partes: a parte alta, quando entra no Brasil, onde é conhecido por rio Solimões; e a parte baixa, que começa onde as águas escuras do Rio Negro encontram com o Solimões e o rio passa a receber o nome de Amazonas.

O encontro das águas, a propósito, é um fenômeno que você não verá em nenhum outro lugar. Os dois rios chegam a percorrer lado a lado por muitos quilômetros sem se misturar. 

Ao navegar pelo Amazonas, em alguns momentos poderá surgir a impressão de que o cruzeiro está em mar aberto. Isso acontece porque, em alguns pontos, pode haver uma distância de mais de 22 km entre as margens.

Em outros pontos, o rio parece afunilar. Esse efeito é causado pelas centenas de ilhas que existem ao longo do caminho.

O rio é tão volumoso e extenso que é possível ver balsas com quilômetros de extensão carregando carros, bois e todo tipo de carga que será comercializada em Belém, Manaus ou Macapá.

Principais cidades no roteiro 

A região Norte do país é uma das mais genuínas quando pensamos em termos culturais. Apesar da colonização portuguesa, a maioria dos estados preserva uma forte raiz indígena. E um cruzeiro fluvial permite conhecer de perto essa riqueza.

Na capital do Pará, Belém, isso é nítido e muito interessante de se ver. Uma das características mais marcantes dessa cultura é refletida na culinária local. 

Em Belém, por exemplo, é possível provar o Tacacá, prato típico feito com a goma da mandioca, camarões de rio e folhas de jambu – que possui uma característica peculiar: ao mastigar a folha, a boca fica levemente adormecida.

Ainda na capital do Pará, há uma marca de sorvetes local com sabores exclusivos com frutas da região. Imperdível.

Um dos maiores afluentes do Amazonas, o Rio Tapajós, com mais de 1900 km de extensão, também corta o Pará, sendo assim ele próprio uma opção interessante para um cruzeiro fluvial.

Em quase todos os estados do Norte ainda é possível provar peixes que só se encontram na região (como o Filhote) ou degustar Pato no Tucupi, um prato com a carne de pato em molho de tucupi, uma pimenta brasileiríssima.

Tudo isso sem contar toda a diversidade musical, o artesanato lindíssimo e a amabilidade do nortista, que formam um quadro apaixonante.

Em Manaus, o rio literalmente divide a cidade. Isso faz com que existam contrastes muito instigantes: enquanto no centro da cidade há o suntuoso Teatro Amazonas, a apenas alguns quilômetros de lá é possível subir numa torre de observação com 42 metros de altura, no meio da mata.

O rio guia a vida dessas cidades e, para quem quer mergulhar nesse Brasil ainda pouco conhecido, e tão rico, um cruzeiro fluvial é uma ótima escolha.

O que ver e fazer nos cruzeiros fluviais

Esse tipo de viagem por si só já reserva muitas belezas. Sentar e observar as comunidades ribeirinhas, as curvas do rio e o tempo correndo calmo e tranquilo com a mudança do sol é uma experiência única.

Mas existe muito ainda a ser explorado durante a navegação.

Muitas famílias moram ao longo do rio e como as margens são amplas e as casas distantes uma das outras, é normal ver crianças usando canoas para ir na casa dos vizinhos brincar ou mesmo para ir à escola.

Se quiser conhecer melhor a vida dessas comunidades, existe a possibilidade de um passeio para conhecer frutas típicas, como cupuaçu e taperebá; além de aprender sobre alimentação, saúde e educação dos filhos dessas famílias.

Para quem gosta de entrar em contato direto com a natureza, as caminhadas pela mata permitem a observação de diversas árvores gigantescas e orquídeas exóticas.

Se você não tiver medo, é possível ainda ver jacarés de perto. O instrutor do passeio usa uma lanterna para paralisar o animal, trazê-lo para observação no barco e depois retornar ao meio ambiente em segurança.

O Parque Nacional da Anavilhanas, uma formação com 400 ilhas, muda de cenário dependendo do período do ano. É um verdadeiro labirinto de mata intocada com uma rica fauna e flora.

E tem mais: mesmo quem não tem experiência, pode escalar árvores na região de Manaus e do baixo Rio Negro, com ajuda de instrutores, para observar a mata a 50 metros de altura.

Mas, se você não gosta de escalar, ainda é possível observar a mata do alto em um passeio de hidroavião sobrevoando a floresta e o encontro das águas.

E que tal a ideia de alimentar botos-cor-de-rosa em seu habitat natural? Esse é outro atrativo para quem opta por um cruzeiro fluvial pelo maior rio do mundo.

Informações práticas

Os cruzeiros fluviais podem durar de 4 a 7 dias. Isso dependerá do que você quer vivenciar.

Alguns saem diariamente, outros têm dias da semana e meses específicos. Tudo isso varia de acordo com a época do ano, o clima (estiagem ou chuva), além do roteiro.

Quem quiser conhecer Manaus antes de fazer a navegação, pode optar pelo cruzeiro de 4 dias que começa conhecendo os principais pontos da cidade.

Já para quem quer tornar o cruzeiro ainda mais especial, os pacotes de fim de ano são uma boa pedida. Imagine ver o primeiro nascer do sol do ano sobre o rio: é uma lembrança para a vida toda.

Pacotes de viagem para Amazônia – Expedições Fluviais

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